Segundo o Eng. Valderci Malagosini Machado, a escolha dos blocos de concreto para alvenaria estrutural é uma das decisões mais determinantes em qualquer projeto de construção civil, pois influencia a segurança, o custo e o prazo da obra. Diferente da alvenaria convencional, em que as paredes apenas vedam ambientes, o sistema estrutural exige que cada bloco sustente cargas, tornando a especificação técnica um fator não negociável.
Compreender as classes de resistência, as dimensões disponíveis e as normas de fabricação evita retrabalho e garante segurança à edificação. Conforme pondera o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a confiabilidade de uma obra em alvenaria estrutural começa na etapa em que o engenheiro responsável define corretamente o tipo de bloco a ser utilizado.
Classes de blocos e suas aplicações estruturais
Os blocos de concreto para alvenaria estrutural dividem-se em classes A, B e C, cada uma associada a um nível de resistência à compressão. A classe A apresenta resistência de 8,0 MPa, indicada para edificações de diversos pavimentos, acima ou abaixo do solo. A classe B possui resistência entre 4,0 e 8,0 MPa, restrita a usos acima do solo, enquanto a classe C, com mínimo de 3,0 MPa, atua com ou sem função estrutural, dependendo da espessura.
A classificação segue as normas NBR 6136/16 e NBR 12118/13, que estabelecem os parâmetros de fabricação e ensaio. A diferença entre as classes A e B muitas vezes não é perceptível visualmente, pois decorre da proporção entre agregados e cimento na mistura. Por isso, o laudo técnico do fabricante é indispensável para confirmar a classe especificada no projeto.
Resistência e normas técnicas como critério de escolha
Além da resistência à compressão, importam a absorção de água e a regularidade dimensional. A absorção indica a durabilidade do material, já que blocos porosos tendem a apresentar infiltrações e comprometer os revestimentos. A precisão dimensional garante que a modulação prevista em projeto seja respeitada, evitando ajustes manuais que encarecem e atrasam a obra.
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, ressalta que a exigência de certificações como o selo do PSQ-H do PBQP-H funciona como garantia adicional de procedência, sendo requisito para homologação junto a financiadoras como a Caixa Econômica Federal. Os certificados atestam ensaios periódicos de resistência e absorção, reduzindo variações entre lotes.

Dimensões e número de pavimentos suportados
A espessura do bloco relaciona-se à quantidade de pavimentos suportados. Blocos de 65 mm restringem-se à alvenaria sem função estrutural, enquanto os de 90 mm já permitem um pavimento. A partir de 115 mm, viabilizam-se edificações de até dois pavimentos, e os blocos de 140 mm ou 190 mm, da classe C, possibilitam projetos de até cinco pavimentos.
O Eng. Valderci Malagosini Machado, aponta que essa proporção deve orientar o projeto arquitetônico desde o início, evitando incompatibilidades entre modulação estrutural e número de andares. Quanto maior a espessura, maior tende a ser a capacidade de absorver cargas verticais, somando-se à resistência intrínseca de cada classe na definição da especificação técnica.
Vantagens da alvenaria estrutural frente ao método convencional
A alvenaria estrutural elimina grande parte das vigas e pilares de concreto armado do método convencional, já que as próprias paredes assumem a sustentação. A racionalização reduz o consumo de madeira, aço e mão de obra especializada, o que explica economias de até 30% frente ao sistema tradicional. A combinação com lajes treliçadas, mais leves que as maciças, reforça a eficiência do conjunto.
O sistema oferece ainda desempenho térmico e acústico superior. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, observa que esses benefícios só se confirmam quando o projeto é compatibilizado desde o início com a modulação dos blocos, reforçando a importância do planejamento técnico antes da obra.
Critérios práticos para escolha do fornecedor
A seleção do fornecedor deve considerar fatores além do preço, como laboratório próprio para testes diários e histórico de conformidade com as normas vigentes. Fornecedores que disponibilizam laudos detalhados, com resultados de resistência e absorção por lote, oferecem maior segurança ao engenheiro responsável.
A transparência técnica é um diferencial relevante, especialmente em projetos que exigem homologação junto a agentes financiadores. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, destaca que a relação entre construtora e fabricante funciona melhor quando baseada em dados objetivos, permitindo ajustes rápidos sempre que o projeto demandar uma classe ou dimensão específica de bloco.

