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Governança familiar em empresas funerárias: Como profissionalizar sem perder a essência, por Tiago Oliva Schietti

Dmitri Varenko
Dmitri Varenko
maio 28, 2026
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Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti
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A governança familiar em empresas funerárias exige equilibrar tradição e valores com estruturas mais profissionais e sustentáveis. Tiago Oliva Schietti aponta que essa transição é inevitável para quem deseja crescer sem abrir mão da identidade que fideliza clientes e motiva equipes.

Contents
Por que a governança familiar se torna indispensável no setor funerário?Quais são os pilares de uma governança familiar bem estruturada?Como profissionalizar a gestão sem perder a identidade do negócio?Sucessão: o momento que revela a maturidade da governança familiar

Ao longo deste artigo, você vai entender por que estruturar a governança familiar é urgente, quais são os principais pilares dessa transformação e como esse processo pode ser conduzido de forma estratégica e humanizada.

Por que a governança familiar se torna indispensável no setor funerário?

Empresas funerárias nascem, em sua grande maioria, de histórias familiares profundas. São negócios construídos com dedicação, sensibilidade e um propósito claro de servir à comunidade em momentos de luto. No entanto, conforme o tempo passa e a empresa cresce, a ausência de regras claras começa a gerar conflitos silenciosos: sobreposição de funções, decisões tomadas por laços afetivos em vez de critérios técnicos e dificuldade de separar o patrimônio pessoal do empresarial.

Segundo Tiago Oliva Schietti, esse cenário é mais comum do que parece e representa um risco real à continuidade do negócio. A boa notícia é que implementar uma governança eficaz não significa transformar a empresa em algo frio ou corporativo. Pelo contrário, significa proteger os valores familiares por meio de estruturas que garantam decisões mais justas, previsíveis e alinhadas com o propósito original da organização.

Quais são os pilares de uma governança familiar bem estruturada?

A governança familiar em empresas funerárias começa pela clareza de papéis. Definir quem é sócio, quem é gestor e quem é colaborador familiar evita confusões que, ao longo do tempo, comprometem tanto o ambiente interno quanto a experiência dos clientes. Conforme esclarece Tiago Oliva Schietti, a separação entre família, propriedade e gestão é o primeiro passo para que todos os envolvidos saibam exatamente o que se espera de cada um.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Além disso, é fundamental que a empresa desenvolva instrumentos formais de governança. Entre os mais importantes, destacam-se:

  • Acordo de sócios com regras claras sobre tomada de decisão e distribuição de resultados;
  • Conselho familiar com reuniões periódicas para alinhar expectativas e resolver conflitos;
  • Política de remuneração que diferencie pró-labore de dividendos;
  • Critérios objetivos para entrada e saída de familiares na gestão;
  • Planejamento sucessório documentado e revisado periodicamente.

Esses instrumentos não apenas organizam o presente, mas também protegem o futuro da empresa contra disputas que poderiam comprometer décadas de construção familiar.

Como profissionalizar a gestão sem perder a identidade do negócio?

A profissionalização da gestão é frequentemente vista com resistência por parte das famílias, pois existe o temor de que contratar gestores externos ou adotar processos mais rígidos enfraqueça a cultura humanizada que diferencia as funerárias familiares. De acordo com Tiago Oliva Schietti, esse medo é compreensível, mas parte de uma premissa equivocada: profissionalizar não é o oposto de humanizar.

Na prática, a profissionalização libera os membros da família para exercerem os papéis em que realmente se destacam, enquanto processos e ferramentas de gestão assumem as funções operacionais. Isso resulta em mais tempo para cuidar das relações com clientes, fortalecer a cultura interna e pensar estrategicamente no crescimento do negócio.

Sucessão: o momento que revela a maturidade da governança familiar

O planejamento sucessório é o teste definitivo da governança. Empresas funerárias que chegam a esse momento sem um processo estruturado enfrentam disputas, perdas de talentos e até o encerramento das atividades. Como aponta Tiago Oliva Schietti, a sucessão não deve ser tratada como um evento pontual, mas como um processo contínuo de preparação e desenvolvimento de lideranças.

Preparar sucessores exige tempo, critério e transparência. Isso significa investir na formação técnica e comportamental dos herdeiros, avaliar objetivamente suas competências e criar um plano de transição gradual que preserve a confiança de clientes, colaboradores e parceiros.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Tag:O que aconteceu com Tiago Oliva SchiettiQuem é Tiago Oliva SchiettiTiago Oliva SchiettiTiago Oliva Schietti CVMTiago SchiettiTiago Schietti CVMTudo sobre Tiago Oliva Schietti
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