No entendimento de Tiago Schietti, falar em gestão de pessoas no setor funerário exige sensibilidade, responsabilidade e compreensão profunda da realidade desse mercado. Diferentemente de outros segmentos, as empresas funerárias lidam diariamente com dor, luto, urgência e fragilidade emocional. Nesse contexto, as equipes não são apenas executoras de processos, mas agentes diretos de acolhimento, orientação e cuidado com as famílias.
Por isso, a gestão de pessoas nesse setor vai muito além de escalas, metas e indicadores operacionais. Ela envolve preparo emocional, ética, comunicação empática e políticas internas que reconheçam o impacto psicológico do trabalho. Leia esse texto até o final para saber mais sobre o tema!
O perfil dos profissionais do setor funerário
Segundo Tiago Schietti, os profissionais que atuam em empresas funerárias precisam desenvolver competências técnicas, mas principalmente humanas. Empatia, equilíbrio emocional, respeito, escuta ativa e postura ética são habilidades essenciais para quem lida com situações de perda diariamente.
Além disso, muitos colaboradores entram no setor sem preparo prévio para enfrentar o impacto emocional da rotina. A gestão de pessoas precisa considerar esse fator desde o processo de recrutamento, deixando claro o tipo de ambiente, as demandas psicológicas e a responsabilidade social envolvida na função.
Quando o perfil profissional não é bem alinhado às exigências do setor, aumentam os riscos de desgaste emocional, conflitos internos, absenteísmo e alta rotatividade.

Como estruturar uma gestão de pessoas mais humana?
Uma gestão de pessoas eficiente no setor funerário precisa equilibrar profissionalismo e cuidado humano, assim como indica Tiago Schietti. Isso começa pela criação de um ambiente organizacional saudável, onde o colaborador se sinta respeitado, ouvido e valorizado.
A comunicação interna clara, o apoio da liderança e a construção de relações de confiança são fundamentais. Gestores preparados conseguem identificar sinais de desgaste emocional e agir preventivamente, evitando que problemas se agravem.
Além disso, políticas de acolhimento, acompanhamento psicológico e espaços de diálogo contribuem para fortalecer a equipe e criar um senso de pertencimento, essencial em um setor tão sensível.
Práticas essenciais na gestão de equipes funerárias
Algumas práticas se mostram especialmente relevantes na gestão de pessoas em empresas funerárias:
- Processos seletivos alinhados ao perfil emocional e ético da função;
- Treinamentos contínuos em comunicação sensível e atendimento humanizado;
- Apoio psicológico ou parcerias com profissionais da área;
- Escalas de trabalho equilibradas e respeito aos períodos de descanso;
- Lideranças preparadas para lidar com conflitos e fragilidades emocionais;
- Reconhecimento do trabalho e valorização do papel social da equipe.
Essas práticas não eliminam os desafios do setor, mas reduzem significativamente seus impactos negativos sobre os colaboradores.
Liderança no setor funerário exige preparo específico
A liderança em empresas funerárias desempenha um papel central na gestão de pessoas. De acordo com Tiago Schietti, gestores despreparados podem adotar posturas excessivamente rígidas ou, ao contrário, evitar conflitos importantes por receio de lidar com questões emocionais.
Uma boa liderança no setor funerário precisa ser firme e empática ao mesmo tempo. É necessário cobrar qualidade e responsabilidade, sem perder a sensibilidade diante das limitações humanas da equipe.
Impactos da boa gestão de pessoas na qualidade do serviço
Como destaca Tiago Schietti, quando a gestão de pessoas é bem estruturada, os reflexos aparecem de forma clara no atendimento prestado. Equipes emocionalmente equilibradas conseguem acolher melhor, comunicar-se com mais clareza e agir com mais segurança em situações delicadas.
Além disso, uma boa gestão reduz a rotatividade, fortalece a cultura organizacional e melhora a imagem da empresa perante a comunidade. No setor funerário, onde a confiança é essencial, esses fatores se tornam diferenciais competitivos relevantes.
Gestão de pessoas como responsabilidade social
Por fim, no setor funerário, a gestão de pessoas não pode ser vista apenas como uma função administrativa. Ela é, acima de tudo, uma responsabilidade social. Garantir condições dignas de trabalho, apoio emocional e desenvolvimento profissional é uma forma de respeitar não só os colaboradores, mas também as famílias atendidas.
Ao investir em uma gestão mais humana, ética e consciente, as empresas funerárias contribuem para um serviço mais acolhedor, profissional e alinhado às necessidades reais da sociedade. Em um setor tão sensível, a forma como as pessoas são cuidadas internamente reflete diretamente na forma como o cuidado é oferecido ao público.
Autor: Joann Graham

